Na edição #140 do Guru Talks, que foi ao ar no dia 25/06/2026, nosso CEO André Cruz, apresentou a Guru 2.0 como uma nova fase da plataforma, criada para responder às necessidades reais de produtores digitais, SaaS, agências, infoprodutores e empresas que vendem pela internet.
A proposta foi clara: construir uma estrutura mais moderna, independente e preparada para os próximos anos, sem comprometer a operação atual dos clientes. Este artigo foi desenvolvido a partir da transcrição fornecida do vídeo.
- 1. O que é a Guru 2.0
- 2. Por que a Guru decidiu reescrever parte da sua estrutura
- 3. O principal diferencial: o dinheiro não passa pela Guru
- 4. O que mudará nas vendas online com a Guru 2.0
- 5. Segurança: zero impacto na operação atual
- 6. O plano para 2026, 2027 e além
- 7. Conclusão
O que é a Guru 2.0
[01:14] André Cruz explicou que, depois de nove anos de evolução da Digital Manager Guru, chegou o momento de iniciar uma nova fase da plataforma: a Guru 2.0.
Segundo André, a proposta não foi apenas lançar uma funcionalidade nova, mas inaugurar uma nova era das vendas online. A decisão envolveu uma mudança estrutural profunda, com foco em preparar a plataforma para necessidades que o mercado digital passou a exigir com mais intensidade.
A Guru 2.0 nasceu para resolver limitações antigas e abrir caminho para recursos mais avançados, como:
múltiplos produtos no mesmo pedido;
diferentes formas de pagamento numa mesma operação;
maior flexibilidade para links de pagamento;
orquestração de pagamentos;
arquitetura mais limpa e preparada para escala;
novas possibilidades para vendas avulsas, assinaturas e cobranças.
Mais do que uma atualização, André apresentou a Guru 2.0 como um movimento estratégico para proteger a operação dos clientes e aumentar a capacidade de venda com liberdade, margem e performance.
Por que a Guru decidiu reescrever parte da sua estrutura
[01:44] André reconheceu que, apesar da robustez da Guru, da estabilidade da plataforma e do volume movimentado pelos clientes, existiam limitações herdadas da forma como a solução havia sido criada em 2017.
Na origem, a Guru foi pensada para um contexto mais simples: centralizar dados de plataformas, permitir o modelo “só pagar se vender”, criar dashboards e integrar ferramentas essenciais para negócios digitais.
Com o passar dos anos, o mercado evoluiu. As demandas dos clientes também.
O que antes resolvia um problema central passou a precisar de uma nova base para suportar operações mais sofisticadas. André explicou que a plataforma recebeu muitas melhorias ao longo dos anos, mas ainda carregava partes de uma arquitetura criada para outro momento do mercado.
A Guru 2.0 surgiu, portanto, como uma resposta estratégica a um novo nível de complexidade das vendas online.
O principal diferencial: o dinheiro não passa pela Guru
[06:03] Um dos pontos mais importantes apresentados por André foi o modelo de independência financeira da Guru.
Ele explicou que, diferentemente de outros players do mercado, o dinheiro das vendas dos clientes não passa pela Guru. Esse modelo trouxe mais liberdade para o empreendedor, mas também impôs desafios técnicos relevantes.
Na prática, isso significou que a Guru precisou criar soluções mais complexas para manter o cliente no controlo da sua operação financeira. O objetivo foi preservar:
a margem do cliente;
a independência operacional;
a liberdade de escolha dos processadores de pagamento;
a ausência de intermediação desnecessária;
a flexibilidade para integrar diferentes ferramentas.
Esse posicionamento exigiu mais engenharia, mais planejamento e mais cuidado. No entanto, André deixou claro que essa escolha esteve alinhada aos valores centrais da empresa.
A Guru preferiu enfrentar uma complexidade técnica maior para não comprometer a liberdade financeira dos clientes.
O que mudará nas vendas online com a Guru 2.0
[14:05] André apresentou a Guru 2.0 como uma nova forma de processar pedidos dentro da plataforma. A ideia foi transformar o link de pagamento num mecanismo ainda mais poderoso, flexível e preparado para diferentes modelos de venda.
A primeira grande mudança esteve relacionada ao conceito de carrinho e pedido.
Com a Guru 2.0, a plataforma passou a caminhar para um modelo em que o cliente poderá trabalhar com múltiplos produtos no mesmo pedido, além de ampliar possibilidades relacionadas a order bumps, personalização e escolha de processadores de pagamento.
Vendas avulsas serão o foco inicial
[15:01] André explicou que a primeira fase da Guru 2.0 será focada em vendas avulsas. Isso inclui:
produtos digitais;
produtos físicos;
venda de ingressos.
As assinaturas não entrarão na primeira versão, porque exigirão uma reescrita específica do motor de cobranças recorrentes. A decisão foi estratégica: entregar valor rapidamente, testar o novo fluxo, homologar a estrutura e preparar a base para os próximos avanços.
Múltiplos produtos no mesmo pedido
[15:59] Uma das mudanças mais relevantes será a possibilidade de incluir diferentes produtos numa mesma transação.
Esse avanço permitirá criar experiências de compra mais completas, com menos fricção para o cliente final e mais inteligência para quem vende.
Em vez de fluxos separados e confirmações fragmentadas, o comprador poderá receber uma experiência mais unificada. Para negócios digitais, isso representa uma oportunidade importante de aumentar ticket médio, melhorar conversão e reduzir complexidade operacional.
Escolha de processadores por forma de pagamento
[16:57] André também explicou que, já na nova lógica, será possível definir diferentes processadores para diferentes métodos de pagamento.
Na prática, o cliente poderá configurar, por exemplo:
cartão de crédito numa processadora;
boleto noutra;
Pix noutra;
Apple Pay ou outros meios em diferentes integrações.
Essa estrutura abriu caminho para uma venda online mais estratégica, em que o empreendedor não fica preso a uma única opção de processamento.
Para empresas digitais que dependem de margem, aprovação de pagamento e estabilidade operacional, essa flexibilidade pode representar um ganho competitivo relevante.
Segurança: zero impacto na operação atual
[18:27] André dedicou uma parte importante do vídeo para explicar como a Guru protegerá a operação atual dos clientes durante a evolução para a Guru 2.0.
A principal garantia apresentada foi clara: todo o processo será 100% independente da Guru Classic, nome usado para a estrutura atual da plataforma.
Isso significa que o novo fluxo de pagamento, as integrações e os processos relacionados à Guru 2.0 serão desenvolvidos de forma separada, sem conflito com o que já existe.
A migração não será obrigatória
[21:24] André afirmou que nenhum cliente será obrigado a migrar automaticamente para o novo fluxo.
A lógica será provar, com dados e experiência prática, que a Guru 2.0 entregará uma operação melhor, mais eficiente e mais rentável.
Esse ponto é essencial para empresas que já vendem online e não podem correr riscos desnecessários. Em negócios digitais, qualquer instabilidade no checkout, nos pagamentos ou nas integrações pode gerar perda direta de faturamento.
Por isso, a decisão de criar uma arquitetura independente reforçou um dos pilares da Guru: a responsabilidade com o faturamento dos clientes.
O plano para 2026, 2027 e além
[22:20] André apresentou a Guru 2.0 como um projeto de longo prazo, com visão para 2027 e além.
A primeira fase começará com vendas avulsas, mas a nova arquitetura será a base para evoluções muito mais amplas.
Novo motor de assinaturas e cobranças
[24:20] Um dos próximos passos será a criação de um novo motor de assinaturas e cobranças.
Esse avanço permitirá modelos de assinatura mais complexos, como combinações entre mensalidade, cobrança por utilizador, múltiplos serviços e diferentes produtos dentro de uma mesma estrutura recorrente.
Para SaaS, comunidades, áreas de membros e negócios com receita recorrente, esse tipo de evolução pode abrir novas possibilidades comerciais.
Orquestração avançada de pagamentos
[25:19] André explicou que a Guru 2.0 também caminhará para uma orquestração de pagamentos mais avançada.
Numa primeira etapa, o cliente poderá escolher qual processador será usado para cada forma de pagamento. Depois, a ideia será evoluir para um modelo em que a plataforma poderá tentar diferentes processadores conforme regras configuradas.
Por exemplo: se uma transação não passar na processadora A, o sistema poderá tentar a B e, em seguida, a C.
Esse tipo de inteligência é especialmente relevante para operações digitais que precisam reduzir perdas por recusas, falhas técnicas ou indisponibilidade de processadores.
Orquestração com inteligência artificial
[26:18] André também mencionou uma visão mais avançada: a possibilidade de usar inteligência artificial para apoiar decisões de roteamento de pagamentos.
A ideia seria avaliar a base transacional e usar modelos matemáticos para indicar a melhor ordem de prioridade entre processadores.
Embora essa etapa tenha sido apresentada como uma visão futura, ela mostrou a ambição da Guru em construir uma infraestrutura preparada para a próxima década das vendas online.
Por que a Guru 2.0 é estratégica para negócios digitais
[27:17] André reforçou que todas essas mudanças precisarão manter os princípios centrais da Guru: liberdade, margem operacional e autonomia do cliente.
A Guru 2.0 não foi apresentada como uma tentativa de prender o empreendedor dentro de um ecossistema fechado. Pelo contrário, a proposta foi ampliar o poder de escolha.
Para empresas SaaS, produtores digitais, agências e negócios que vendem pela internet, isso representa um ponto estratégico: crescer sem depender de uma única infraestrutura financeira ou de um único intermediário.
A nova arquitetura foi pensada para permitir que o cliente continue escolhendo:
processadores de pagamento;
ferramentas de e-mail marketing;
áreas de membros;
emissores de nota fiscal;
integrações operacionais;
modelos de venda mais adequados ao seu negócio.
Esse posicionamento reforça uma visão importante para o mercado digital: a tecnologia deve aumentar a liberdade operacional, não reduzi-la.
Guru 2.0 e o compromisso com os próximos 10 anos
[28:16] André definiu a Guru 2.0 como o compromisso da empresa com o futuro dos negócios dos seus clientes.
A nova estrutura foi apresentada como uma forma de blindar operações digitais para os próximos anos, com tecnologia mais moderna, arquitetura mais limpa e capacidade de evolução contínua.
Depois de nove anos de mercado, a Guru decidiu iniciar uma nova fase não apenas para corrigir limitações antigas, mas para construir uma base capaz de suportar o que ainda virá nas vendas online.
A Guru 2.0 marcou, assim, uma decisão estratégica: trocar remendos por uma fundação mais robusta, escalável e preparada para o futuro.
Conclusão
A Guru 2.0 representou um marco importante na evolução da Digital Manager Guru. No vídeo, André Cruz apresentou uma visão ambiciosa, técnica e estratégica para transformar a forma como negócios digitais processam pedidos, pagamentos e integrações.
A nova fase prometeu resolver limitações históricas, como múltiplos produtos no mesmo pedido e maior flexibilidade nos meios de pagamento, sem comprometer a operação atual dos clientes.
Para empreendedores digitais, SaaS, produtores, agências e empresas que vendem online, a mensagem central foi clara: a Guru 2.0 nasceu para entregar mais liberdade, mais margem, mais segurança e mais capacidade de crescimento.
31:42 André encerrou o vídeo posicionando este momento como a largada oficial de uma nova era das vendas online. Para quem depende de uma operação digital escalável, acompanhar essa evolução será essencial.