Na edição #116 da Guru Talks que foi ao ar no dia 08/01/2026, o nosso CEO André Cruz partilha que no auge da saturação dos lançamentos e do “fature agora”, líderes do digital foram cobrados por transparência e propósito. Destrinchou o desgaste do modelo baseado em gatilhos, o efeito Streisand nas respostas públicas e o que empresas SaaS deveriam priorizar: transformação real do cliente, métricas de sucesso além de faturamento e posicionamento ético.
- 1. Contexto: por que este debate importou para SaaS
- 2. Resumo do vídeo do Samuel Baum: a crítica aos “vendedores de curso”
- 3. Sinais de saturação de mercado: LinkedIn e a bolha furada
- 4. Efeito Streisand: por que se defender ampliou o problema
- 5. Caso Thiago Nigro, segundo André: narrativa, ofertas e limites éticos
- 6. Quando o palco chama o CEO: números, inflação e credibilidade
- 7. Lições práticas para SaaS: do hype ao valor percebido
- 8. Conclusão: o que realmente “acabou”
Contexto: por que este debate importou para SaaS
[00:57] André abriu a discussão a partir do vídeo “O Fim dos Vendedores de Curso”, de Samuel Baum, destacando a exaustão do público com promessas vazias e lançamentos simultâneos em clima de competição. Para negócios SaaS, o ponto central foi simples: crescimento sustentável não nasce de gatilhos, mas de produto, retenção e prova de valor.
Resumo do vídeo do Samuel Baum: a crítica aos “vendedores de curso”
[01:24] Segundo André, Samuel — em tom crítico e bem-humorado — mostrou “desespero” de parte do mercado e a falta de foco na transformação do comprador.
A tese: houve subida rápida e declínio porque o pacote perdeu valor percebido; preço e promessa deixaram de se justificar.
Ponto para SaaS: quando proposta de valor e entrega de produto não evoluíram, o custo de aquisição cresceu e a confiança caiu.
Sinais de saturação de mercado: LinkedIn e a bolha furada
[04:46] André apontou o LinkedIn como palco onde a impaciência com “gurus” ficou explícita.
Implicação SaaS: a bolha estourou quando profissionais B2B passaram a exigir cases auditáveis, métricas de retenção, NPS e ROI prático, não retórica.
Efeito Streisand: por que se defender ampliou o problema
[06:13] Em guerra de narrativas, quem se defendeu, perdeu. André citou o efeito Streisand: respostas públicas a críticas multiplicaram a visibilidade do problema.
Lição SaaS: em crise, não reagir por impulso. Priorizar dados verificáveis, comunicação factual e melhorias do produto antes do “statement”.
Caso Thiago Nigro, segundo André: narrativa, ofertas e limites éticos
[08:20] André relatou o vídeo de Thiago Nigro sobre a “queda dos gurus”.
onforme a análise narrada por André (com referência à decomposição feita por Arthur Petry), o conteúdo teria misturado justificativas com ofertas de venda, inclusive com elementos pessoais.
Conforme a análise narrada por André (com referência à decomposição feita por Arthur Petry), o conteúdo teria misturado justificativas com ofertas de venda, inclusive com elementos pessoais.
Quando o palco chama o CEO: números, inflação e credibilidade
[25:28] André comentou um vídeo “longo” de um CEO de plataforma defendendo números do mercado.
Ponto crítico: métricas descontextualizadas (ex.: tempo para R$1M) ignoram inflação e mix de ofertas.
Lições práticas para SaaS: do hype ao valor percebido
- Promessa clara ≠ “dinheiro rápido”: prometer resultado operacional (onboarding mais rápido, churn menor) é diferente de prometer renda.
Produto antes de pitch: atualizar roadmap, UX e suporte reduz dependência de gatilhos.
Prova pública: cases verificáveis, métricas de uso e benchmarks superaram depoimentos genéricos.
Narrativa responsável: não monetizar dor; não misturar crises pessoais com oferta.
Comunicação na crise: publicar post-mortem com ações e prazos, não um “manifesto” vazio.
Conclusão: o que realmente “acabou”
[33:18] Pelo relato de André, não “acabaram” os cursos — acabou a paciência com promessas fáceis e gatilhos em série.
O mercado recompensou quem provou valor e penalizou quem mediu sucesso apenas em faturamento.
Para SaaS, o caminho vencedor permaneceu o mesmo: resolver dores reais, comprovar impacto, comunicar com responsabilidade — e deixar os números serem validados pelos clientes, não por discursos.