O anúncio do Facebook Shops feito há alguns dias por Mark Zuckerberg, em videoconferência, promete, nestes tempos de incerteza e pandemia por causa do Covid 19, ser uma ajuda importante para levar pequenas empresas e negócios para o ambiente online.  

A rede social já servia para comprar e vender, quer de forma simples, ou então com a implementação de um serviço de Marketplace que permitia a compra e venda de produtos em segunda mão.

Com o lançamento do Facebook Shops, e de acordo como comunicado da empresa, o objetivo será “criar novas soluções para diferentes negócios, que inspirem as pessoas a comprar e vender cada vez mais facilmente, capacitando qualquer pequeno empresário com as ferramentas necessárias para se ligar da melhor forma aos clientes através de um processo de compra irrepreensível.”

#O Facebook Shops em detalhe

O serviço será gratuito e vai permitir criar uma única loja online, que poderá ser acessada através da página de Facebook da empresa ou perfil do Instagram. Para manter uma aproximação às lojas físicas, no futuro será possível, de acordo com o comunicado da empresa, consultar a loja do negócio e realizar compras diretamente no chat do Whatsapp, Messenger e Instagram Direct.

Em relação à parceria com o Facebook, o Shopify, através do Shops, vai permitir que os comerciantes controlem a personalização e o merchandising das suas fachadas de lojas quer no Facebook, quer no Instagram, enquanto gerenciam produtos, estoques, pedidos e atendimento diretamente na plataforma.

#Vamos falar de vantagens

A parceria entre o Facebook e o Shopify oferece quatro grandes vantagens que podem ajudar os pequenos negócios a crescerem no cenário atual. Vamos ver quais são:

Aumentar o brand awareness (reconhecimento da marca)

A possibilidade de aumentar o brand awareness (reconhecimento da marca) usando aquilo que conhecemos como os indicadores típicos das redes sociais: número de fãs ou seguidores, curtidas e compartilhamentos, comentários, menções, etc. E enquanto ainda vivemos a pandemia, onde muita gente ainda prefere ficar em casa, o Facebook pode ser um recurso importante para os negócios offline, que necessitam voltar a trabalhar rapidamente. Falamos dos negócios locais, por exemplo, que precisam mostrar à sua base de clientes que estão abertos e funcionando, que estão online, disponíveis – e isso pode ser a diferença entre a continuidade ou a falência.

Atrair novos clientes

Aumentar as vendas colocando seus produtos onde seus clientes já estão. Segundo uma pesquisa interna realizada nos Estados Unidos, 78% dos consumidores mencionaram que descobriram produtos no Facebook. O número é alto e demonstra um comportamento padrão dos consumidores, que passam hora e horas na plataforma, e que podem ser atraídos por novos negócios – produtos ou serviços de pequenas marcas ou empresas que, por exemplo, estejam localizadas na mesma cidade, ou que possam estar abrangidos por serviços de entrega.

Rápida implementação

No Facebook Shops, a sua loja pode estar online quase de imediato, e utilizando poucos recursos financeiros. Por exemplo, a sua loja pode estar online com apenas um produto, enquanto mais produtos podem ser colocados à venda pouco a pouco (um novo produto pode ser adicionado diariamente).

No sentido contrário (e sem mencionar valores, que podem ser bastante altos e impeditivos, em alguns casos, para pequenas marcas), a implementação de uma loja online em uma plataforma de e-commerce é um projeto que que precisa de 60 a 120 dias para começar a funcionar, dependendo da complexidade. Ah, e não estamos contando o tempo de pesquisa gasto na escolha, experimentação e tomada de decisão.

Baixo custo

Apesar de ser lançado e rotulado de “gratuito”, as coisas não são bem assim. Por exemplo, vão sempre existir recursos que terão custos, como os anúncios pagos e as automações para Whatsapp, por exemplo. Nada é totalmente gratuito – e essa é a mais pura verdade.

Mas mesmo com os valores que eventualmente envolvam as atividades no Facebook Shops, elas continuam sendo muito inferiores se fizermos uma comparação com uma plataforma de e-commerce. Entre custos de criação e manutenção, aplicativo do carrinho, marketing e divulgação, uma loja virtual completa pode chegar a custar cerca de R$ 50.000,00!!! E além desse valor, muitas vezes você terá que levar em conta os percentuais sobre as vendas.

#Agora vamos falar do que ninguém está falando

Se você está pensando em adicionar uma loja do Facebook à sua estratégia de vendas on-line, pense nisto: em primeiro lugar, não existem negócios perfeitos ou infalíveis. As compras online tiveram um aumento incrível na pandemia (principalmente em mercados que não eram tão comuns, como o da alimentação).  Atualmente as pessoas escolhem produtos, pagam e recebem, com segurança, os produtos em suas casas. Se tem uma coisa que a pandemia nos ensinou é que se quiser manter um negócio menos suscetível às crises e pandemias, é preciso estar online.

O Facebook Shops é uma ótima oportunidade para muitos pequenos negócios crescerem ou começarem uma presença online para não irem à falência. Apesar de parecer um cenário bastante promissor, é preciso ter cuidado antes de se atirar de cabeça no que parece ser a solução perfeita para ultrapassar este cenário. Há sempre questões ou perguntas que você deve colocar em cima da mesa. E chegou a hora de falar de algumas delas:

As perguntas que precisa fazer a si mesmo

# Quais os impactos e consequências de apostar no Facebook Shops?

Se você já tem uma loja online, o mais importante é analisar o impacto e as consequências de centralizar o seu negócio apenas em uma loja no Facebook. Você está disposto a “distrair” os clientes da sua loja principal e perder tráfego orgânico e posicionamento no Google? 

Por exemplo, encerrar uma loja online para se focar somente no Facebook é o equivalente a mudar o endereço de uma loja física e não avisar ninguém. Ou seja, você ainda está no mercado, mas agora é invisível. Só para começar, você vai perder tráfego orgânico e posicionamento (ranking) nas buscas do Google. Se ninguém sabe onde você anda, ninguém vai atrás de você. Simples assim.

E sabe qual é a pior parte disso? É que as pessoas gostam cada vez mais de pesquisar antes de comprar (quer seja em um ambiente físico ou online). O tempo que as pessoas têm atualmente para se divertirem são raros e preciosos. Por isso a necessidade da pesquisa, do planejamento, das horas gastas à procura de uma experiência que ofereça o máximo de proveito possível.

E por isso é tão importante ter um site próprio. Ele cria visibilidade. Credibilidade. Ele coloca você no mapa. Ele torna-te  visível aos consumidores. E assim, quem não conhece seu negócio passa conhecer – algo que não acontece caso você fique apenas na plataforma do Facebook.

# O maior objetivo é relacionar ou vender?

Com vários pontos de comunicação e relacionamento entre quem vende e quem compra (chat ao vivo, Whatsapp, Messenger, etc), fica a pergunta: tudo isso adianta se, no fim, não há uma transação efetiva? Uma grande parte das compras online é feita por impulso, rapidamente, sem distrações. A tomada de decisão não pode ser atrapalhada, caso contrário você perde uma venda. 

# Gratuito, até quando?

Mesmo que seja gratuita (até quando?), uma página do Facebook Shops nunca será totalmente sua. Digamos que ela e será sempre “alugada”. Isso não traz muita segurança, não acha? Se por algum motivo o Facebook quiser, em algum momento, desativar a sua loja online, eles têm a prerrogativa – ou seja, você não vai poder fazer nada. Resumindo, provavelmente a sua loja no Facebook Shops nunca será realmente sua. Como se diz, nunca se deve construir um castelo em uma terra emprestada… 

É claro que uma loja no Facebook facilita muito – seus clientes nem precisam sair de lá! Mas manter a relevância da sua presença online é fundamental – e por isso é tão importante analisar suas intenções antes de tomar qualquer decisão.

#A importância de construir e manter sua própria presença online

Ter uma presença online relevante não é uma ciência oculta. Você só precisa usar as ferramentas disponíveis no mercado (pagas ou não) para que assim possa ser facilmente encontrado pelos seus consumidores e potenciais clientes.

E aí você pergunta: por que isso é tão importante? A resposta é simples: a mudança de comportamento das pessoas. No papel de consumidor, as pessoas pesquisam cada vez mais na internet, e são cada vez mais minuciosas e exigentes. E dessa forma, se uma loja pura e simplesmente não tem uma presença online, ela passa a ser esquecida ou então desconhecida de um potencial público-alvo que vive cada mais tempo online transitando por diferentes canais. 

E esta pandemia só veio reforçar o que já se esperava: se quiser sobreviver, uma loja não pode ter uma existência apenas no ambiente offline.

Passos para construir uma presença online de sucesso

Estar ativo na internet, nos dias de hoje, é fundamental, como você já deve saber. E basicamente, todos os dias aumenta o número de pessoas que frequentam o ambiente digital. Por isso é tão importante saber o que fazer para construir a sua presença online de forma correta, no timing certo e com as informações mais precisas.

Possua um site/loja própria

Se você não tem uma loja online, já parou para pensar qual será a sua estratégia, não a médio, mas a longo prazo? Criar uma loja no Facebook pode ajudar, mas fica aqui, de novo, a pergunta: e o futuro? Onde você quer estar daqui a um ano? 

Conquiste boas posições nos mecanismos de buscas

É essencial saber trabalhar com as técnicas de SEO (otimização para mecanismos de busca), para que, dessa forma, o seu negócio online apareça na primeira página de buscas no Google, Youtube, Bing e Yahoo (só para mostrar a importância desse dado, mais de 60% das pessoas só utilizam a primeira página do Google). Ou seja, com essa estratégia você não fica refém do investimento constante em mídia paga, que trazem consumidores ao seu site e que podem resultar em vendas.

Esteja nas redes sociais

Como você viu, estar nas redes sociais é inevitável e faz parte de uma presença online bem definida. Só para você ter uma ideia, cada brasileiro com acesso à internet passa, em média, 220 minutos por dia nas redes sociais.

E assim, o objetivo de estar presente nestes canais deve ser a aproximação aos consumidores, o branding (reforçar a notoriedade da sua marca) e, claro, fazer negócios. Vendo bem, é isso que o Facebook Shops vem tentando facilitar, mas com um pormenor – só pode ser feito dentro da própria plataforma. E pode acreditar – em termos de negócio e presença online, é muito mais do que apenas um pormenor.

Investir em uma estratégia de marketing digital

O marketing digital não é uma opção. É uma imposição do mercado. E é assim que você deve pensar quando for investir em uma estratégia para o seu negócio online. Cada mercado, ou cada nicho de mercado, tem características próprias. E é a partir daqui que você começa: engajamento, notoriedade, ações para gerar conversão, a criação de um blog, envio de e-mails marketing, monitoramento dos resultados… As variáveis são muitas, e você precisa investir na estratégia correta: a que for mais adequada ao seu negócio

#Faça as coisas da maneira certa.

Ao contrário do que muitas pessoas imaginam, publicar uma loja virtual com algumas fotos de produtos, preços e um checkout não significa ter uma presença online. Pode acreditar! É por isso que é cada vez mais normal encontrarmos comentários dizendo “eu fiz tudo certo e não vendi nada!”. E pensando bem, essa frase é exatamente o contrário de “estratégia”.

Para ter sucesso nas vendas online não pode faltar estratégia. Nem pesquisa, análise e avaliação de resultados. É preciso que os 4 pilares do marketing digital (tráfego, conversão, relacionamento e métricas) trabalhem em constante harmonia, e sempre de forma planejada.

É natural que muitos negócios online comecem usando uma plataforma de e-commerce (como o próprio Shopify), mas depois acabam tendo os mesmos problemas de quem optou por plataformas mais robustas: as taxas de conversão são, em média, de 2%. E isso significa o seguinte: de cada 100 pessoas que acessam a sua loja, apenas 2 fazem uma compra. Você leu bem: apenas 2. E a verdade é que já nem sequer é preciso um e-commerce para vender online.

Na tentativa de melhorar as conversões do e-commerce, é comum investir centenas ou milhares de reais (ou dólares/euros) em tráfego. Mas vendo bem, enviar visitantes para o mesmo ambiente de baixa conversão não é uma manobra inteligente – basicamente, é como tentar encher um balde furado…

Na hora de acompanhar as métricas,  o problema se agrava ainda mais. É quase impossível descobrir a origem das vendas realizadas e acompanhar de perto o ROI das campanhas. Isso porque geralmente as informações estão fragmentadas em diferentes partes e espalhadas entre as plataformas de anúncios e pagamentos, tornando assim muito mais difícil encontrar os anúncios que realmente geram melhores resultados.

Em contrapartida, uma pesquisa realizada pela Unbounce revelou que as landing pages com foco em venda de apenas um produto  possuem uma conversão entre 3% e 6% – o triplo das páginas convencionais! Ou seja, se o seu faturamento mensal for de 20.000 por mês, poderá passar a faturar até 40.000 a mais. E se você imaginar isso no período de um ano, talvez este seja o momento para uma mudança na sua estratégia, não é mesmo?

Uma estratégia inteligente, capaz de impulsionar as vendas do e-commerce,  é investir em tráfego e direcionar os visitantes para modelos de landing pages com foco em venda e, posteriormente, enviar o pedido para plataformas como o Shopify, por exemplo. Esta é uma ótima forma de complementar o e-commerce, que apresenta altas taxas de conversão.

Dessa forma, o Facebook Shops também pode ser visto como mais um canal complementar para potencializar o e-commerce, mas nunca como canal principal de vendas (como explicamos durante o texto), porque precisaremos sempre levar em consideração a importâncias dos mecanismos de buscas e dos constantes lançamentos de novas redes sociais.

#Conclusão

Nunca trabalhe com “achismos” e dê sempre prioridade ao que é mais importante para o seu negócio. Nunca se esqueça da  diferença entre propriedades da web “próprias” e “alugadas”. Se você cria um site, ele é propriedade sua. É você que decide tudo: layout, direcionamento estratégico, escolha dos canais para publicidade, links de pagamento, etc. Se quiser, como dissemos,  nem precisa de uma plataforma de e-commerce para as suas vendas online. 

E lembre-se também: o que é melhor para muitos negócios pode não ser necessariamente o melhor para você.

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